Quem sou eu

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Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia (EST). Área de Concentração: Teologia Sistemática. Pesquisador nas áreas de: Estudos Feministas, Teorias de Gênero, Teoria Queer, Masculinidade, Homossexualidade e Diversidade Sexual, na sua relação com Religião e Teologia.

Explicando

A imagem é uma tabela de cores usada na Conferência da Rede Inter-religiosa Global na África do Sul, com opções para cada participante da conferência: preto (não tirar fotos nem gravar a voz); laranja (pode apenas gravar a voz); rosa (pode apenas tirar fotos); verde (pode tirar fotos e usar minha voz). Uma etiqueta no crachá indicava para quem estava gravando ou fotografando quais as informações e imagens que poderiam ser tornadas públicas. 
Talvez isso pareça estranho para pessoas não acostumadas à necessidade de criar “espaços seguros”, nos quais as pessoas se sintam livres para participar da maneira que se sentem à vontade ou lhes é possível. Nesse caso, a escolha tem menos a ver com vontades pessoais do que com ameaças à integridade dos/as participantes. Alguns/as deles/as vieram de países nos quais podem ser presos/as ou sofrer outras sanções por conta do seu sexo, orientação sexual e/ou identidade e expressão de gênero. Quando falamos de direitos e justiça sexual e de gênero é disso que falamos: do fato das pessoas não poderem se manifestar livremente e, por isso, da necessidade de criar “espaços seguros” para que se sintam acolhidas e possam participar dos processos de construção coletiva, enquanto a maioria dos espaços continua sendo ameaçadora e violenta. 
Nem todas as pessoas têm o privilégio - que a maioria das pessoas tem - de poder postar sua fotos no Facebook ou tornar público que participaram de um evento como esse. Algumas, inclusive, correm risco de vida se isso acontecer. Entendeu?